Os prefeitos eleitos que assumiram seus
cargos no dia primeiro de janeiro,
encontraram prefeituras apinhadas de
funcionários efetivos, onde a folha salarial é
muito maior do que a capacidade de investimento.
Chegaram trazendo na bagagem uma lista enorme
de promessas de campanha, inclusive de cargos
públicos.
Poderiam eles navegar em águas tranquilas,
deixando para mais tarde o cumprimento das
promessas, mas iniciam imediatamente a dança
das cadeiras. Promovem aliados, onerando ainda
mais o erário público. Nesta intensa dança,
cadeiras ficam sem ocupantes e outras lotadas.
Com isso novos ocupantes se achegam, pois a
cadeira não pode ficar vazia.
Assim é e sempre foi, e por isso o barco vai
ficando pesado, e aí os aliados políticos passam a
abandonar o barco, e o comando acaba por
enfraquecer, e as tempestades começam a se
aproximar.
Mas como participar e vencer uma disputa
eleitoral sem promessas?
Talvez este não seja o ponto de partida. Talvez
o ponto inicial esteja no fim. Isto mesmo.Alguém
tem que romper este elo. Alguém que prometeu
tem que não cumprir para que os eleitores não
pensem em benesses e passem a votar nos mais
qualificados.
O que os políticos precisam entender é que
precisam cumprir acordos e não promessas, e que
estes acordos precisam ser bem costurados para
que depois não venham se transformar em pedras
no caminho, ou ondas gigantescas de um mar
revolto.
sábado, 21 de março de 2009
Águas Tranquilas...
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