sábado, 21 de março de 2009

Águas Tranquilas...

      Os prefeitos eleitos que assumiram seus
cargos no dia primeiro de janeiro,
encontraram prefeituras apinhadas de
funcionários efetivos, onde a folha salarial é
muito maior do que a capacidade de investimento.
Chegaram trazendo na bagagem uma lista enorme
de promessas de campanha, inclusive de cargos
públicos.
      Poderiam eles navegar em águas tranquilas,
deixando para mais tarde o cumprimento das
promessas, mas iniciam imediatamente a dança
das cadeiras. Promovem aliados, onerando ainda
mais o erário público. Nesta intensa dança,
cadeiras ficam sem ocupantes e outras lotadas.
      Com isso novos ocupantes se achegam, pois a
cadeira não pode ficar vazia.
      Assim é e sempre foi, e por isso o barco vai
ficando pesado, e aí os aliados políticos passam a
abandonar o barco, e o comando acaba por
enfraquecer, e as tempestades começam a se
aproximar.
      Mas como participar e vencer uma disputa
eleitoral sem promessas?
      Talvez este não seja o ponto de partida. Talvez
o ponto inicial esteja no fim. Isto mesmo.Alguém
tem que romper este elo. Alguém que prometeu
tem que não cumprir para que os eleitores não
pensem em benesses e passem a votar nos mais
qualificados.
      O que os políticos precisam entender é que
precisam cumprir acordos e não promessas, e que
estes acordos precisam ser bem costurados para
que depois não venham se transformar em pedras
no caminho, ou ondas gigantescas de um mar
revolto.

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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