Enquanto nos preocupamos com nosso trabalho, nossa família, fechados em um pequeno mundo que idealizamos, ou até mesmo que nos foi imposto, lá fora o tempo, a vida, passa velozmente, deixando marcas profundas.
O tempo é voraz, passa mesmo que não queiramos, e o mundo se transforma, se deforma, de maneira a não nos permitir mais voltar atrás. A maldade se prolifera enquanto os bons esperam um milagre divino, ou se fecham na busca de proteger os seus, na esperança ou confiança de que o mal jamais os afetará.
Será que a maldade, as amarguras, as intempéries da vida não afetam os bons?
Com o mundo cada vez mais aproximado pelos meios de comunicação, nos damos conta que lá no oriente, lá na europa, ali em São Paulo, aqui em Santa Catarina, acontecem fatos marcantes nas vidas de muitas famílias. E cada vez mais perto de nós.
Mas com a minha família isso não acontecerá!
Homens e mulheres de bem, por um descuido ou até mesmo pelo estresse que a vida moderna impõe, acabam por ocasionar um acidente fatal ou de grande repercussão.Imediatamente chega àquela família a punição da alma, mas mais friamente a constatação de que foi enquadrado pelas leis como agente de um crime doloso: “Ele sabia dos riscos que estava correndo e por isso ele teve intenção de matar”. Um simples trabalhador, trabalhadora, acaba por detrás das grades deixando sua família desamparada, destruída.
Mas a lei é para todos?
Depende, pois se você tiver um sobrenome famoso, pertencer a uma família tradicional, e ou possuir muito dinheiro, talvez a lei seja utilizada com menos rigor. Basta atentar para o que aconteceu em São Paulo. “Jovem de classe média alta invade avenida, bate em canteiro, invade a pista contrária e acaba dentro de um posto de gasolina. Tenta fugir, é detido pelos funcionários do posto, pois um colega está quase morto. O jovem estava bêbado e possuía, no interior do veículo, vários frascos de lança perfume, estava em altíssima velocidade, mas não teve a intenção de matar ninguém. Coitado é jovem, tem apenas 19 anos, esta na faculdade de direito, e seu crime é apenas culposo.” Saiu livre em alguns minutos.
Será que fechados em nosso mundo particular isso não acorrerá conosco um dia? Será que estamos imunes a inoperância da lei, as deformações das leis?
Está na hora de tirarmos a viseira que nos cega para os problemas comuns, de buscarmos juntos, aglutinados, a força para que as leis sejam iguais e igualmente aplicadas para todos os casos, sejam os infratores pobres, ricos, negros ou brancos.
Reagir é a solução.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Viseira de...
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