E m 1998 fui convidado a participar de uma audiência pública para análise do RIMA – Relatório de Impacto Ambiental da Usina Salto Pilão. Muita bobagem lá foi dita por pessoas que pensavam somente em benefícios próprios. Uma luta foi travada entre ambientalistas, políticos e empresários, cada um puxando para o lado de seus interesses.
Preliminarmente foi realizado uma licitação pública, pelo Governo Federal, para decidir qual empreendedor seria o responsável pelo projeto.
A partir daquele momento, 2002, uma batalha entre os interesses do Consórcio vencedor da licitação e os poderes públicos de Apiúna, Lontras e Ibirama, foi iniciada. Queriam utilizar tudo e não dar nada em troca. Queriam trazer durante vários anos ônus, sem nenhum bônus. Então um Consórcio Intermunicipal foi formado. Muito se discutiu até que o Consórcio aceitasse realizar obras de compensação de mais de R$1.402.000,00 (um milhão, quatrocentos de dois mil reais), com projetos definidos em valores da época, o que hoje seria um valor muito, muitíssimo superior. Segundo o responsável pelas discussões e projetos da Usina, os projetos poderiam sofrer somente pequenas alterações, pois os mesmos passariam pela aprovação do BNDES, onde os recursos seriam alocados.
O Governo do Estado colocou a FATMA como responsável para exigir que estas contrapartidas fossem atendidas, e que as ações obrigatórias e necessárias, devido ao aumento das demandas, não fossem deixadas de lado. Um documento com mais de 200 páginas foi redigido. Neste documento constavam as exigências do município de Apiúna.
O que vemos hoje são várias alterações, e que só trazem benefício ao Consórcio e a atual administração, sem nenhum benefício aos cidadãos.
A Usina era para trazer benefícios, mas tudo que foi acordado e tudo o que o responsável pelas negociações, Vitor Hugo, falou e afirmou não tiveram valor.
Muito lutei pela vinda desta Usina, mas terei de ficar com meus pesadelos.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Minha Culpa...
Marcadores: economia, política, Usina Salto Pilão
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