Quando crianças convivemos com muitas pessoas: familiares, vizinhos, colegas de escola, além dos mestres e das pessoas “exemplos” do lugar onde vivemos.
Através dos exemplos e dos ensinamentos de nossos pais e desta convivência, vamos moldando nosso caráter. Passamos a confiar nas pessoas mais próximas e a achar que são infalíveis e honestas. Na adolescência descobrimos que alguns destes “amigos” acabaram desviando-se dos ensinamentos. São demitidos de seus primeiros empregos devido falcatruas e roubos, mas alguns mesmo agindo desta forma conseguem sucesso em suas carreiras profissionais e seguem seu destino tortuoso.
Um dia destes observando uma pessoa que fez parte de minha juventude, observei que esta continua dedicando-se a família e a comunidade, mas afastou-se de muitas pessoas devido à fatos ocorridos nos últimos anos. Fatos estes que geram muitos comentários e poucos esclarecimentos.
Fiquei encafifado. Será que mesmo convivendo com um ente próximo não conseguimos saber o que este faz? Ou fechamos os olhos para não ver? Ou ainda: esquecemos tudo o que nos foi ensinado para buscarmos adquirir um futuro melhor?
Não consigo responder estas perguntas. Não sei o que pode acontecer com alguém que depositávamos grande confiança, para que agora compartilhe com ações que não condizem com a moral e a ética. Ou a pessoa é ignorante do fato ou então não quer ver.
Nestas divagações uma coisa eu consegui concluir: Cedo ou tarde bens e capitais adquiridos através de atos não muito lícitos, acabam por revelar sua verdadeira proveniência. Cedo ou tarde a verdade prevalecerá, mesmo que jamais admitam em público, por vergonha e ou constrangimento.
Publicado no Jornal Parole em jul/2007
Nenhum comentário:
Postar um comentário