segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ofensa ou Elogio?

      Estamos vivendo momentos em que não sabemos mais analisar o que são ofensas e o que são elogios no mundo da política.
      Os nossos políticos em todas as esferas, tanto municipal, estadual ou federal usam expressões como: “Nobre colega...” “O excelentíssimo amigo deve saber...” “O amigo correligionário...”, expressões estas que normalmente dão início a uma seqüência de ofensas, palavras que variam entre ladrão e filho da... mostrando o despreparo que possuem, o baixo nível cultural que trouxeram de suas famílias.
      Nos últimos meses passamos vários minutos de horário nobre da televisão vendo e ouvindo o Senador Antônio Carlos Magalhães ofender e ser ofendido por Jader Barbalho, claro, menos na questão da convocação extraordinária que rendeu aos bolsos dos deputados e senadores “apenas” (R$ 16.000,00) dezesseis mil reais a mais por poucas horas de comparecimento ao congresso e que resultou em menos de dez por cento (10%) de aprovação dos projetos “urgentes”, motivos de tal convocação.
      Agora nas eleições da Direção das Assembléias Estaduais, Câmara Federal e Senado, ficamos na dúvida, será que estas expressões, estas palavras de baixo calão foram elogios? Parecem que sim, pois o novo Presidente do Congresso Nacional é o Sr. Jader Barbalho.
      Neste mundo obscuro da política brasileira é necessário cautela, como diziam nossos avós cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Todos os dias estamos sendo envolvidos num mar de lama que domina a sociedade, que na maioria das vezes comprometida ou por simples comodismo não reage e deixa que caia tudo no esquecimento. O juiz Nicolau já saiu das manchetes junto com o senador comparsa e entrou “Eumico” Miranda. Assim caminham os escândalos brasileiros, um encobrindo o outro. O ladrão se torna honrado político, o estelionatário torna-se nobre empresário em Miami, os ladrões da previdência eternos turistas, viajando pelo mundo custeado por seus patrões, os pau pérrimos aposentados deste país.
      Perguntamos: - A palavra “JUSTIÇA” também mudará seu significado? Até quando o poder judiciário se manterá como Pilatos em véspera de execução? Quando os ladrões no sentido verdadeiro da palavra devolverão o que de nós tiraram?
      Estas respostas só teremos quando elogios e ofensas se distanciarem dos palanques eleitoreiros e dos plenários, quando a moral e os bons costumes voltarem a constar da cartilha de educação de nossos jovens. Quando nossos jovens puderem além da educação familiar, desfrutarem de cultura e lazer ofertados pelo poder público ou pelas empresas que extorquem seus pais.

Publicado no JCN em fev/2001

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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