Existem pessoas que não importa a situação, o lugar e nem tão pouco o porquê das atitudes, coisas, estão sempre se opondo a tudo. Uma demonstração simples, da falta de cultura destes que vêem na contrariedade, a facilidade não encontrada na concordância e na ajuda para realizar.
Cidades pequenas como as nossas aqui da região é que possuem a maior demonstração do “sou do contra”.
Uma simples realização como o Café da APAE, onde pessoas voluntárias abdicam de suas famílias, do pouco tempo ou nenhum que possuem, para colaborar. Trabalham vários dias em prol do evento. No dia contribuem como qualquer outra pessoa com o valor estipulado de colaboração. O valor é elevado para um café? A pessoa que participa não está pagando para tomar um café colonial ou assistir a um desfile e sim está colaborando com uma grande causa que é o atendimento as crianças especiais. É tão difícil manter uma instituição como esta, que a maioria dos municípios nem a possuem. E aí aparecem aqueles de sempre atirando críticas para todos os lados, críticas descabidas de uns poucos, mas sempre dos mesmos opositores verbais de que - “onde já se viu, que valor absurdo - Isto é uma forma de comerem o dinheiro do povo.” Infelizmente estes freqüentaram e muito os bancos das escolas e até mesmo da universidade, mas não adquiriram cultura alguma. Cultura não se adquire apenas nos bancos da escola, mas na vivência familiar, comunitária. O espírito comunitário é a maior forma de manifestação cultural que conheço. Estas pessoas se alto proclamam oposição política a uma administração, ao governo, na realidade são apenas pessoas mesquinhas que só pensam no seu lucro pessoal, financeiro ou político, tentando ingrupir o povo.
Existe solução para esta situação?
A única forma que vejo para acabarmos com estes aproveitadores de situações é ignorar. Ignorar estes indivíduos é uma forma violenta de extirparmos este mal de nossa sociedade. Não podemos e não devemos dar nenhuma chance a estes de tirarem proveito de situações onde poucos, pouquíssimos dão sua parcela de contribuição.
A conscientização popular quanto aos seus próprios problemas comunitários é a outra grande solução.
“Somos a favor do bem, das realizações” esta deve ser nossa postura.
Publicado no JCN em jul/2001
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