Sou contestador e sem dúvida alguma, luto pelos meus direitos e os de minha comunidade. Dentro dos limites aceitáveis, sou bairrista, porque se não defendermos os nossos interesses, quem o fará?
Vivemos em um regime “democrático e de justiça”, não contando a injustiça social, que nos agride, mas continuamos inertes.
Acusam, nós brasileiros, de não sermos politizados. Infelizmente não conheço o norte e nordeste, mas pelo que conheço, afirmo que somos e muito. O que acontece é que realizamos nossos questionamentos somente em frente à TV, assistindo ao Jornal Nacional. Não reagimos quando somos constrangidos pelo chefe, por políticos e nem mesmo pelo vizinho, por que o medo da inquietude nos assombra. Quem nos garantirá a imparcialidade na hora de um julgamento? Na busca de nossos direitos será que não nos depararemos com um, como aquele que matou um vigia de supermercado, a sangue frio, por não ter o privilégio de poder comprar fora do horário? Ou um desses que luta para manter dez ou mais parentes, em cargos de confiança, com salários superiores a cinco mil reais? Ou ainda, ser julgado por nossos atos pelo Lalau? O medo nos deixa apáticos, sem ação.
Precisamos reagir logo, para não sermos pisoteados pela ilicitude. Aqui bem perto de nós, podemos ver, se olharmos é claro, ocorrem fatos que envergonham qualquer cidadão de bem. O que é crime para uns, não os é para outros. Este estado de impunidade durará até quando?
Precisamos falar para todos, governantes, legisladores e juristas, em alto e bom tom: Não somos cegos, não somos surdos, não somos mudos e também não somos burros. Se hoje somos pacíficos, amanha podemos não o ser.
Para finalizar quero dizer que acredito que ainda existe justiça e, que podemos buscar nossos direitos.
Publicado no JCN em fev/2006
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