segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Blá, blá, blá

      Com facilidade podemos falar sobre assuntos e questões que não conhecemos, ou que apenas julgamos conhecer. Como dizem, o papel aceita tudo, e muitas vezes fazemos dos ouvidos dos outros um grande pinico.
      O governo do Estado, através da Casan, em parceria com a Prefeitura de Apiúna construiu por mais de 2 milhões de reais a rede de abastecimento de água ligando Ascurra a Apiúna pela Margem Esquerda. Destruiu todo o calçamento, a tela de proteção da ponte e deixou a ponte pênsil, antes um cartão postal, toda pendida e em risco de cair. Mas segundo a administração, o calçamento ainda não foi arrumado, por que precisa de uma chuva para que o aterro ceda.
      A iluminação pública está sendo mantida por uma empreiteira, que a prefeitura terceirizou e que terceirizou o serviço, mas as lâmpadas continuam apagadas. Segundo Vereador do PMDB a iluminação está melhor do que na antiga administração.
      O agente de saúde que visita as casas deveria visitar todas num período de 30 dias e sucessivamente em horários que atendam o munícipe e não o agente. Segundo a Secretaria isto está ocorrendo, mas eu só vejo de 60 em 60 dias e em horários inconvenientes.
      O cemitério de Apiúna está sujo e com muitos problemas. Segundo a administração está bom.
      Pode-se visitar a prefeitura todos os dias e olhar o quadro de publicações. Lá você não encontra nenhuma licitação. Segundo o prefeito as pessoas não estão enxergando, mas está lá.
      A administração realizou um buzinaço para come-morar o sucesso de um projeto, prefeituras da região ajudando em obras de macadamização no interior.
      O prefeito culpa a administração anterior por possuir hoje 51% do orçamento destinado a folha de pagamento. Como isto pode ocorrer se a receita subiu 10%, não houve aumento salarial e o prefeito demitiu vários funcionários, forçou a barra para outros tantos se demitirem?
      Segundo os maus políticos, basta realizar obras no último ano, pois o povo esquece.
      Pasmem: tem gente que acredita e vota de novo.

Em tempo: Mesmo o salário que me foi oferecido ser de 2.500 reais, segundo um secretário da administração, não poderei aceitar. Agradeço o reconhecimento da minha capacidade, mas a lisura em primeiro lugar.

Publicado no JCN em jun/2006

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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