segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Carteiro Chegou

Não sei até quando vamos ficar falando, gritando sem encontrarmos eco em nossas reivindicações.
A empresa estatal dos Correios decidiu que, nas cidades pequenas, não fará mais entrega de correspondências nas casa que não tiverem o endereço correto, ou onde a rua não possuir identificação com placa.
Fiquei indagando o porquê disso.
Vi em um jornal televisivo um carteiro sendo homenageado, pois não deixa de entregar nenhuma correspondência; e olha que era em uma favela de São Paulo, onde só existem vielas estreitas e totalmente sem identificação; onde vizinho não conhece vizinho.
Depois de assistir esta reportagem acessei o site dos Correios e contatei a ouvidoria.
Mas não é que ninguém me ouviu?
Os diretores se explicam, mas não convencem. Gostaria de saber: se o problema está na falta de funcionários, ou por que as agências não são superavitárias, por que não deixam surgir novas empresas? Por que os Correios no Brasil ainda são monopólios?
Quando não havia tanta tecnologia para controlar as correspondências, você enviava uma carta de Florianópolis para Ascurra e de Ascurra para Florianópolis e ela chegava em 18 à 20 horas. Hoje a mesma correspondência demora de 3 a 5 dias. Um absurdo.
E quanto ao endereço: tenham dó; se o destinatário é conhecido por todos por que não entregar a carta? Por picuínha?
Tudo bem que os administradores precisam urgentemente buscar identificar os logradouros, mas deveríamos poder ainda cantar aquela música: “quando o carteiro chegou com a carta na mão....”

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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