sábado, 21 de março de 2009

Paladino da Justiça

     Na busca incessante da justiça, de dar acada um aquilo que é seu, nos arremete aos *“paladinos da justiça”. Homens que buscaram fazer justiça a qualquer custo.

*“Paladino era cada um dos divinos cavaleiros do Imperador do Ocidente Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano, Rei dos Francos. Homem de grande bravura. Cavaleiro Honroso.”
     Quando criança li muitas revistas e vi vários filmes do Durango Kid, um funcionário do Correio Americano, que montado em seu cavalo branco,vestido de preto e máscara, buscava defender os fracos e oprimidos, e me fazia acreditar que a justiça existia.
     Quando ainda jovem presenciei a luta de promotores públicos, na busca incessante da justiça, mesmo contra os interesses do “Regime Militar”. Estes moravam nas cidades onde trabalhavam e buscavam o melhor para as comunidades.
     Hoje vejo alguns destes representantes da lei, lutando pela ética, pela moralidade e pela justiça. Buscam o bem comum. Mas outros nem nas comunidades moram. Não conhecem nada do que os rodeia, cerca, e acabam por falhar nesta busca pela justiça.
     Hoje minha casa se tornou uma “delegacia”, um centro de queixas. Não que eu seja um paladino da justiça, e nem esta é a intenção, mas sim a última esperança, talvez, de muitas pessoas que não têm a quem recorrer. Faltam-lhes coragem ou até mesmo tempo, para buscar outras formas de enfrentar as injustiças. Todos os dias são acometidos por males sociais e ninguém, voluntariamente, vem em busca de socorrê-los. Muitos vêem estes aflitos cidadãos sofrendo as barbáries que lhes são impostas, mas nada fazem.
     Quando um cidadão comum passa a ser a última esperança dos honestos e oprimidos, é por que a justiça realmente ficou cega, ou seus operadores se negam a ver o que está debaixo dos seus narizes.
     Quando se torna necessário acreditar que só existe uma última e única esperança, é por que não mais acredita-se na justiça.
     Mas precisamos lembrar de que não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer.

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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