sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dever cumprido...

      Mais um período foi cumprido, um período agitado, conturbado. Nós apiunenses vivemos, convivemos, momentos envoltos em escândalos políticos, fatos lamentáveis, desagradáveis: denúncias e mais denúncias de ilicitudes.
      Durante todo este período o JCN se manteve firme e forte defendendo sempre no que acreditava, buscou mostrar ao leitor a veracidade dos fatos através de documentos, provas, mas mesmo assim a batalha foi perdida. Não a batalha de homem contra o homem, mas sim a batalha da ética, da verdade, da honestidade.
      Todo final de ano nos é dado um momento de reflexão. Além dos motivos Cristãos, existem outros: as férias coletivas e as reuniões familiares. Aproveitemos portanto estes momentos para fazermos um balanço de tudo o que vivemos, e dos erros que cometemos. Estes são momentos muito importantes para recordarmos de todas as pessoas que prejudicamos, quando resolvemos, através do voto, manter uma administração pública, que mantém sobre ela muitas dúvidas e comprovações de improbidade. Esta é a hora de recordarmos, de que por benefícios pessoais, e somente por eles, prejudicamos toda uma comunidade.
      Mas neste final de ano não devemos só nos atermos em identificar nossos erros, e nem aproveitarmos o momento para pedir a Deus por melhoras em nossas vidas e benefícios pessoais aos políticos. Devemos sim pedir perdão pelos erros cometidos. Perdão, por deixarmos que espertalhões nos iludissem, aproveitando-se do nosso egoísmo, da nossa ganância.
      Egoísmo, este amor excessivo ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios. Este exclusivismo que nos faz acreditar que somos o centro das coisas. Este sentimento incontido que nos leva a achar que nossa conduta de ganância é correta. A ambição desmedida não é e nunca será o meio certo, correto de alcançarmos a nossa realização econômica.
      Imaginamos, que estes que hoje estão em cima do muro, ou que já saltaram para o lado que detém o poder, amanhã voltarão a escalar este mesmo muro para novamente buscar posicionamento, um posicionamento de benefícios pessoais.
      O JCN participou ativamente de todo este processo político vivido nos últimos 4 anos, e hoje o sentimento é de frustração. Frustração por que a justiça não foi feita, e para comprovarmos de que a justiça não foi feita, basta olharmos para o pequeno mundo que nos cerca. Cheio de sujeira, e de pessoas enriquecendo ilicitamente ou melhor dizendo: sem motivo aparente. Esperamos que em 2009 alguns dos moradores das proximidades do futuro centro de eventos, não venham utilizar as páginas deste veículo jornalístico para denunciar excesso de barulho.
      Esperamos que estes poucos convivam com o mal que este centro fará ao ser construído no centro da cidade, e que o proprietário que hoje se beneficiou com o alto valor da venda, não se mude do local em que mora hoje. Que aceite com resignação, o mal que será produzido aos seus ouvidos.

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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