terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Onde queremos chegar?

      Os Valores, os princípios de conduta, os princípios inerentes ao exercício de uma profissão, os bons costumes, a honestidade e a justiça, o decente, o educativo o instrutivo, as leis da honestidade e do pudor, são deveres que temos de observar para vivermos em sociedade. Tudo isto nos da à energia suficiente para suportar as dificuldades, os perigos, mas também diz respeito ao espírito ou à inteligência. Quem não possui um mínimo de espiritualidade       A solidariedade, o interesse e a responsabilidade social, os interesses comuns, o apoio aos outros, tudo isto deixou de existir na busca de sempre ter mais, ser mais.
      Temos de parar e nos perguntar: Este mundo desencontrado, desleal que estamos construindo é o que queremos para a vivência de nossos filhos e netos?
      Espero sinceramente que a maioria responda não, pois ao contrário a esperança de uma vida boa e honesta deixará de existir, passaremos a nos questionar na validade de ser ou não honesto, de ser ou não íntegro, ético e humano.
      Nos momentos vividos destes últimos dois anos, nos deparamos com tantas barbaridades no meio político que pensamos até em desistir e não mais lutar. Prefeitos, Deputados, Juízes e tantos outros desviaram fortunas, foram descobertos e “condenados”, mas não devolveram o dinheiro e nem estão presos. Alguns até foram premiados com aposentadorias milionárias.
      Enquanto isto, os pobres mortais, o povo, vive momentos de miséria, buscando atendimento na saúde, sem encontrar médicos, remédios. Sem encontrar atendimento até mesmo de uma simples desculpa. O que encontra é a ausência total de educação de funcionários mal pagos, mas que em muitos casos estão ali através de favores políticos e não por merecimento.
      Onde queremos chegar? Esta é a questão que continua sem resposta. Com as atitudes de nossos administradores políticos, estamos buscando cada vez mais uma sociedade injusta e desigual, onde a criminalidade aumentará em índices cada vez maiores, pois quanto mais desigual o ambiente, mais a revolta transforma o ser.
      Nascer pobre, dizem ser um destino, mas nascer pobre e lutar na busca de uma vida melhor é a razão da vida. Mas quando durante este período de desenvolvimento, social e moral de nossa existência, nos deparamos com usurpadores do bem alheio e do bem público, passamos a sentir uma revolta que acaba afetando nossos princípios de vida. Afeta até mesmo àqueles que os têm mais profundamente, dentro de um coração Cristão.
      Eu sei onde quero chegar e sempre soube. Desde a infância busquei a ética e a moral para conduzir os meus caminhos, claro cometendo também erros no percurso. Espero que através da reflexão possamos buscar a mudança, começando por nossa cidade, para que através de bases sólidas busquemos um futuro melhor.

Publicado no JCN em fev/2007

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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