segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Globalização

      O homem através dos tempos sempre teve por instinto a dominação. A dominação dos mais fracos pela força, dos mais fortes pela fé. Através dos tempos os mais audaciosos foram aumentando suas fronteiras, ultrapassando as barreiras físicas e culturais de vários povos. A imposição de costumes e crenças levou as nações dominantes deste sistema heterogêneo que é a terra a tentarem dentro de uma “ficção utópica” a homogeneização dos povos.
      As conquistas tecnológicas, os sistemas de comunicação de massa transformaram os homens em escravos sem grilhões, escravos do consumo, cada vez mais dominados pelos grandes grupos econômicos internacionais.
      A globalização tão propagada neste século é uma conquista dos dominantes através dos tempos, desde os grandes descobrimentos com o desenvolvimento das navegações.
      A invasão dos lares diariamente, pela informação globalizada, levou alguns povos com costumes e crenças bem diferentes dos ocidentais, a tentarem se fechar dentro de sua própria cultura. Para estes povos mudanças em suas culturas seria o mesmo que a destruição.
      Dentro de um pensamento mais radical estes povos sacrificam suas vidas em benefício de suas culturas de sua fé.
      O mundo ocidental trata a globalização como uma imposição de mercado, costumes e crenças ao resto deste globo que é a terra.
      A imposição de mercado é uma necessidade de todos, já que todos os povos sem exceção, sempre buscaram novos horizontes mercadológicos. Será que os povos buscaram novos horizontes dentro de seus costumes e crenças? Será que os meus costumes e crenças são melhores do que os dos outros?
Os mais fortes, os dominantes impuseram sua fé, seus costumes sobre os demais, mas a fé é como uma chama que mesmo depois da fogueira destruída sobrevive debaixo das cinzas em pequenas centelhas que a menor brisa podem gerar uma nova e grande fogueira.
      Como podemos nós ocidentais condenar povos por suas “crenças estranhas” por seus costumes exóticos, se nós endeusamos atletas só por estes nos trazerem um pouco de alegria num simples final de semana através de um gol.
      A manutenção das culturas individualizadas a cada região é necessária para que os conflitos entre os povos sejam aos poucos findados.
      A globalização não pode ser usada como desculpa para destruirmos culturas diferentes das nossas, deve ser usada sim como arma para a paz duradoura. Para que os homens vivam dentro de sua fé, mas dentro do respeito que é peculiar a irmãos.

Publicado no JCN em set/2001

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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