O Brasil é um país dos descasos. Descaso com a saúde pública, descaso com o transporte, descaso com educação, descaso com a segurança, descaso...
Podemos passar aqui escrevendo páginas e mais páginas, sempre encontrando algum descaso do poder público. O ultimo é este referendo que está custando ao poder público 6 vezes mais do que todo o investimento do ano em segurança pública. Se no próximo ano teremos uma eleição porque não aproveitar o momento? Nunca teremos a resposta. Mas, já que temos de ir às urnas no domingo, teremos de fazê-lo com consciência.
Devido ao referendo os registros de armas crescem 285% em relação ao ano passado e, em Santa Catarina já totalizam 2.466. Foram 70.405 armas registradas contra 18.787 em todo o ano passado. Todas essas pessoas estão temerosas que o sim seja o vencedor. O registro é necessário para depois poder adquirir munição, mas não se pode esquecer que só poderá comprar quem realmente provar necessidade para tal. Segundo os favoráveis ao “não” o próprio estatuto sendo aplicado com toda a sua rigidez já é suficiente, pois só permite a compra de 50 cartuchos por ano e exige muitos documentos.
Pipocam nos jornais escritos e televisivos matérias tentando direcionar o voto de todos nós e também tirar nossa atenção das falcatruas do Governo e do Congresso Nacional. Nós cidadãos comuns não podemos, e tenho a certeza que a maioria não o é, contra o desarmamento, mas o momento é critico e causa duvidas. O Governo precisa investir em segurança para depois sim pedir que o povo abdique de seus direitos.
Nós simples mortais só não queremos após um toque de campainha sofrer um assalto, através da certeza da não reação.
“Blim Blom. Por favor, abra a porta isto é um assalto”.
Publicado no JCN em Out/2005
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