terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Atitude

      Todos os dias pela manhã leio os noticiários escritos, via internet, para ficar por dentro das notícias do Brasil e do Mundo. Todos os dias sigo esta rotina, e a cada dia que passa vejo mais impunidade neste Brasil, que não é diferente em outras partes do mundo. Pergunto-me: até quando seremos passivos, ao ponto de permitirmos que uma “elite”, que infesta à política e o poder judiciário brasileiro, façam e desfaçam sem punição. E quando são punidos, não devolvem os recursos usurpados e têm prisão domiciliar. Interessante!!!
      Bem perto de nós estão ocorrendo fatos idênticos:
- Nossa cidade, cada vez mais, arrecada impostos e proporcionalmente gasta tudo, sem obras aparentes;
- Leis, como a do nepotismo, são descumpridas na maior cara de pau. Eles deixam de fazer parte do quadro de funcionários, mas continuam em seus setores, e mandando;
- A administração municipal chega ao cúmulo de comprar macadame para as estradas, e o valor? Apenas míseros R$ 30.000,00 (30 mil) reais;
- Os veículos da Prefeitura, mesmo depois do Prefeito receber comunicado do Tribunal de Contas do Estado sobre a irregularidade do uso de símbolo não definido em lei, continuam circulando sem os Brasões oficiais do município, e sim com uma bandeira tremulando em visível publicidade a administração atual;
- O código de edificações continua a ser descumprido, onde muros são construídos fora dos alinhamentos.
      Minha indignação não tem nada com política partidária, tem sim com ética e vergonha na cara. Minha indignação vem do fato que eleitores mal informados, ou apenas por interesses pessoais, possam continuar votando em pessoas desta estirpe.
      Minha chateação com a política local, ficou ainda maior hoje, quando soube que os projetos que seriam executados na localidade de Subida, serão alterados: onde valores muito menores serão disponibilizados. Para onde irá esta diferença?
      Por favor, políticos ainda honrados de minha terra: convoquem uma audiência pública, onde possamos contar com a presença do representante do Ministério Público de nossa Comarca, e se este novamente não puder comparecer, que venha alguém da Capital. Uma audiência onde possamos apresentar os documentos de todas estas irregularidades. Que possamos realmente tornar nossa vida democrática e sem as usurpações que vêm ocorrendo, e sem precisarmos pagar para mostrarmos as irregularidades que estão diante dos olhos de todos.

Publicado no JCN em jan/2007

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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