quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O limite

      Sinceramente não consigo acreditar que ainda existam pessoas ingênuas, sem malícia, puras e inocentes, ao ponto de podermos compará-las com os caboclos, escravos, que quando saíram libertos dos engenhos e das fazendas, nada sabiam, nada conheciam.
      Em tempos onde a comunicação de massa atingiu a todos, até nos mais distantes rincões, não há espaço para pessoas que acreditem em “Coelho da Páscoa” ou em “Papai Noel”. Não há espaço para pessoas que não assumam a posição de cidadãos, a posição de quem sabe o que quer e que busca o melhor para si e para os seus, sem esquecer da comunidade.
      Não consigo acreditar que alguém possa cair no golpe do “cartão premiado”, na compra de um carro novo mais barato que na agência de veículos, ou em qualquer outro “conto do vigário”.
      Acredito sim que as pessoas erram, caem em contos e são iludidas, mas não por ingenuidade, mas devido a ganância, devido estarem tentando tirar proveito da situação, tentando serem mais espertos do que os outros. Achando que o outro ou os outros são burros.
      A falta de inteligência, a asnice, a estupidez, a burrice, está em quem se acha mais esperto do que os outros. Naqueles que querem tirar proveito das situações e lucrar diante de qualquer situação.
      O que leva estes otários a fingirem ingenuidade?
      Penso que seja a possibilidade, mesmo que mínima, de tirarem proveito da situação. Na dúvida que paira sobre a cabeça destes, de que o outro pode estar mesmo dividindo os lucros de uma ação antiética ou fraudulenta.
      Mas qual é o limite entre a ingenuidade e a burrice?
      Uma incógnita para uma tese de mestrado.

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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