segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Solidariedade

      O que será de nosso futuro? Como viveremos?
      Durante a infância e adolescência ficamos sonhando, imaginando um futuro maravilhoso, vislumbrando nossa vida como uma novela ou fita de cinema.
      “O nascer do dia, o raiar do sol desencadeando um dia maravilhoso, cheio de flores, culminando com um entardecer de poente sem igual e noite de estrelas de eterna luz”.
      Isto é o que sonhamos, o que queremos para nossa vida. Uma infância feliz, uma adolescência saudável, paixões, um amor definitivo e encerrar nossos dias deixando nossos filhos e netos amparados.
      Infelizmente, está cada vez mais difícil de realizar estes anseios.
      Quando se chega à idade de criar os filhos e preparar uma velhice tranqüila, surge o fantasma do desemprego. No mercado de trabalho, hoje, não existe mais espaço para pessoas acima de 40 anos, o que é incompreensível.
      Em uma idade de grande produtividade e boa qualificação profissional, os quarentões, cinquentões, são trocados por profissionais bem mais jovens e com uma remuneração muito, muitíssimo menor.
      Se a experiência profissional leva a uma maior produtividade, o porquê do abandono?
      Se normalmente o empresariado tem idade superior a 40 anos, porquê não prefere este tipo de mão de obra?
      Com o salário menor, o jovem gera menor despesas para as empresas, mas em contrapartida menor produtividade.
      Não quero aqui dizer que não se deve empregar os jovens, ao contrário, mas quero levantar o problema de vários chefes de família que hoje são dispensados de suas funções, causando grande desconforto a estes .
      Necessitamos urgentemente de programas de valorização do ser humano e que os empresários se conscientizem da necessidade de também participarem destes programas, pois também estão na mira desta alteração de valores morais e sociais.
      A desvalorização das pessoas mais velhas, está em todas as classes sociais, visto que o ponto culminante está na terceira idade, filhos abandonando os pais em “casas de repouso”, para terminarem ali seus dias.
      Chegamos ao ponto. A desestruturação da família.
      Uma família bem constituída gera cidadãos de caráter e que dificilmente tornar-se-ão maus filhos, maus empresários, maus funcionários. De uma família bem constituída surgem grandes filhos e grandes filhos com consciência comunitária. Surgem dentro destes lares, não importando se de sapé ou mármore, a solidariedade.
      A solidariedade será a única arma que teremos para lutar por um futuro de igualdade social, onde nossos filhos, netos, não necessitem atravessar barreiras de tão difícil transposição.
      Discutamos em comunidade este grande mal social de inversão de valores.
      Dentro de nossas casas desenvolvamos a valorização da “família” .
      Que surja nestes lares solidariedade, muita solidariedade.

Publicado no JCN em set/2000

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Ailton Carlos Coelho
nascido em 21 de agosto de 1959
na cidade de Apiúna - SC,
Graduado em
Publicidade & Propaganda,
Pós-graduado em
Gestão e Planejamento
de Eventos Turísticos,
e editor dos Jornais JCN e Parole.

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